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© 2019 Carolina Ramalhete ME | kairos arte da conversa

Está se afogando num mar de informações?


As dicas desse post podem ser a boia que você está procurando!

Estamos sobrecarregados de informações, fato. Precisamos, mais que nunca, conseguir priorizar e guardar só aquilo que importa, deletando o que ficou obsoleto. Esquecer é função fundamental para a preservação das memórias essenciais. Acontece que, via de regra, não é você que escolhe o que vai lembrar daqui a um ano. Quem nunca se pegou lembrando do primeiro amor da infância, daquela vez que quase foi atropelado, ou do cheiro da comida da vó? A questão é: o que nos marca emocionalmente é que fica guardado. Mas insistimos na tese de que a memória é uma função racional e buscamos decorar calhamaços de informação sem acender as luzes do lado direito do cérebro. Isso está prestes a mudar. Vou te contar um segredo, que uso desde criança, e me fez ser, muitas vezes, a melhor aluna da classe.


Demorei 28 anos para me assumir uma pensadora visual. Mas eu sempre desenhei: nas bordas de cadernos, nas mesas, paredes, até na minha própria pele, com caneta bic, quando não tinha papel. De onde eu tirei esse hábito? Boa pergunta! Porque eu não venho de um berço artístico... Cheguei no desenho de um jeito torto. Na minha família, o jeito mais eficaz de ser reconhecida era pela inteligência racional, na medida precisa das notas escolares. Eu, com alma de artista, pra não ficar aquém das expectativas achei um jeito de conciliar as coisas: tirar dez e continuar rabiscando 100% do tempo. Então, para estudar, eu fazia resumos à mão, usando palavras e desenhos. Você já ouviu falar de mapas mentais? Naquela época, eu não, mas foram eles que me salvavam nas provas!

Mapa mental é um tipo de diagrama, que mescla texto e desenho e se desenvolve do centro para as bordas, com conexões entre ideias que lembram raízes de uma árvore. O termo foi cunhado por Tony Buzan, que depois escreveu diversos livros sobre o tema. (Se ainda não leu, recomendo!). O uso mais conhecido do mindmapping é para a gestão do conhecimento, em processos de ensino e aprendizagem.


Existem usos menos óbvios dos mapas mentais. São geniais também para: resolução de problemas, organização do pensamento, planejamento da escrita, criação de manuais, apresentações e palestras... Servem, inclusive, para a gestão estratégica da sua empresa ou negócio. Isso tudo porque o mapeamento visual ajuda indivíduos e equipes a estruturar ideias, memorizar e, consequentemente, compartilhar compreensões, ideias e visões.

Sim, mapas mentais chegaram para ficar e , dia após dia, ganham espaço em todas as áreas do conhecimento! E serão cada vez mais comuns em qualquer atividade que suscite o planejamento gráfico e o pensamento sistêmico: trabalho, projetos, viagens e mesmo planos pessoais. Meu palpite para tanto sucesso é que esse é o tipo de modismo que todos concordam que vale à pena aderir! Basta deixar de lado travas e inseguranças relativas ao desenho em si.

Você pode adquirir o hábito de criar mapas mentais com canetas coloridas e papel (meu jeito favorito) ou usar um app ou software online (existem vários!). Para treinar, o primeiro passo é escolher um tema, que pode ser qualquer ideia ou atividade da sua agenda. Aí você pode seguir o passo a passo:

  • Comece pelo centro da folha. Escreva o título (tema principal) e crie uma imagem para ele.

  • Selecione subtemas (palavras-chave) relacionados ao principal e distribua-os de forma radial.

  • Destaque cada subtema um usando uma cor diferente e uma imagem simples.

  • Deixe espaço entre as palavras/imagens.

  • Cada palavra-chave deve estar conectada a partir da imagem central.

  • Hierarquize: linhas centrais mais grossas, letras e desenhos centrais maiores e com mais destaque.

  • Use várias cores em todo o mapa mental, para a estimulação visual e agrupamento.

  • Desenvolva seu próprio estilo pessoal de mapeamento da mente.

  • Destaque e crie associações no seu mapa mental.

  • Use marcadores, setas, ordem numérica ou contornos para clarear, conectar e orientar a leitura.

Gostou e quer mais? Fique atento!

Esse texto é o primeiro de uma série.

Ele continua na semana que vem!

#visualthinking #mapamental #mindmap #registrovisual #artedaconversa