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Life long learning,

bell hooks e o pensamento crítico...

bell hooks desafia as regras, os costumes sociais, a alienação e os corretores ortográficos. Uma das autoras mais importantes dos últimos tempos faz não apenas um nome próprio começar com uma letra minúscula, mas um texto inteiro. Com o convite para que assinemos seu nome assim, sem letras maiúsculas, hooks desafia também o ego intelectual: a autora quer que prestemos atenção em suas palavras, e não em sua pessoa.


Por que falar de bell hooks em um momento em que discutimos tanto o life long learning (aprendizado continuado, em português) na Arte da Conversa? A resposta curta é: não tem como não falar na autora quando o assunto é ensino e aprendizagem.

hooks, que também era professora, falecida em 2021, deixou de presente para o mundo mais de 30 livros, dentre os quais diversos sobre educação. Um de nossos preferidos, chamado “Ensinando pensamento crítico”, tem muito conteúdo importante, especialmente para o contexto da aprendizagem no mundo atual.


Com tantas informações, tanto acesso a tudo, nós precisamos ser capazes de identificar o que tem qualidade e o que não tem e, mais ainda, de determinar o que é o mais importante em meio a tanto conteúdo.


Nesse sentido, é fundamental aprendermos sempre e desenvolvermos o pensamento crítico, uma vez que ele envolve “utilizar o conhecimento de modo a sermos capazes de determinar o que é mais importante”, como nos ensinou hooks.


Acontece que fomos desestimulados a pensar desde a época da escola. Sim, infelizmente, no local onde deveríamos ter estimulada nossa capacidade de refletir criticamente sobre o que nos cerca, fomos educados para a obediência e a conformidade – e pensar é uma ação, muitas vezes contrária à conformidade e à própria obediência (como mostraram os abolicionistas, por exemplo).


bell hooks já dizia que “pensar não é consumir informação e regurgitá-la no momento apropriado” – como a maioria de nós acabou acreditando, graças a nosso fraco sistema educacional formal. Pensar requer discernimento, atitude ativa e mente aberta. Esse, inclusive, é outro conceito de hooks que tem tudo a ver com o aprendizado para toda a vida: abertura radical da mente. Em nossa sociedade, somos encorajados a acreditar que devemos estar certos o tempo todo, e muitas vezes nos agarramos ao nosso ponto de vista com todas as forças, deixando de ouvir e considerar outros. Acontece que essa realidade de estarmos certos o tempo todo não existe. Ao invés disso, como convida bell hooks, precisamos estar abertos o tempo todo. Sem essa abertura, não temos como nos adaptar ao que muda – e tudo muda.


Precisamos ter a consciência de que a única constante é a mudança, que acontece todos os dias, e reconhecer o que não sabemos e aprender, ou reaprender, o tempo todo. A vida toda.


Forte abraço,

Lud Viegas


P.S. Se você quer ter uma comunidade para chamar de sua vem para a Arte da Conversa. Lá remodelamos todo nosso formato de ensino para juntos, falarmos de desenvolvimento das habilidades de comunicação, gestão do conhecimento e explicação de qualquer assunto, por mais complexo que seja. Que tal aprender e praticar tudo isso em conexão com facilitadores de conversas e uma comunidade incrível de criativos. Vamos juntos? Aproveita também para assinar a nossa Newslwtter. Já são mais de 10 edições, cheias de novidades para te inspirar.

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