• Instagram - Black Circle
  • facebook-square
  • LinkedIn - Black Circle
logo kairos quadrada.png

© 2019 Carolina Ramalhete ME | kairos arte da conversa

Rabiscar ajuda a inovar no trabalho

Rabiscos geram clareza e produtividade para profissionais e equipes de qualquer campo de atuação. Está na hora de superar preconceitos alheios e voltar às canetinhas!


O que você entende por RABISCO?


No dicionário, encontramos:

RABISCO _ substantivo masculino

1. risco mal traçado. 2. desenho composto por traços malfeitos.


Não é à toa que rabiscar é uma atividade mal vista, entendida como fazer algo bobo, sem relevância, inútil; ou mesmo uma ação associada ao vagabundear ou matar o tempo, certo? ERRADO! O rabisco no trabalho pode ser o diferencial entre: a. ser produtivo e focado para criar soluções inovadoras; ou b. ser prolixo, confuso e ineficiente na comunicação de suas ideias.


Por outro lado, a palavra doodle (equivalente à rabisco, mas em inglês) é traduzida pela pensadora visual Sunny Brown, como:

"fazer traços espontâneos que ajudam a estruturar o pensamento" (livre tradução a partir do vídeo do TED Doodlers, unite!).


Será que ter um pensamento mais claro e desenvolver uma comunicação mais espontânea e eficiente é mesmo bobo, inútil ou vagabundagem?

Hum… Parece que não, e o mundo já descobriu isso!


Já te contei isso aqui, mas sempre é bom lembrar os primeiros facilitadores visuais estavam desbravando a profissão já na década de 70, com clientes como a Apple e a Microsoft, nos Estados Unidos. Eles eram consultores de Recursos Humanos, inspirados pela forma de trabalhar de arquitetos e designers, por isso usavam o recurso visual para tratar de assuntos importantes como liderança e planejamento.


Décadas se passaram e as ferramentas visuais ganharam o mundo: Europa, Ásia, América Latina… Será que isso aconteceu devido ao fato de rabiscar ser inútil e bobo? Vamos pensar…


No Brasil as primeiras profissionais da área apareceram na década de 1990. Elas, assim como nós, profissionais da segunda geração de facilitadores visuais do Brasil, que iniciamos nossa atuação por volta de 2010, largamos nossas áreas de formação acadêmica e estamos vivendo de rabiscar paredes. Não, não estamos passando fome, vamos muito bem (obrigada!), apesar de inevitavelmente bobos, inúteis e vagabundos.


Nós ajudamos na memorização coletiva, na compreensão de problemas, na organização de ideias e no desenvolvimento de equipes... Pensamos de forma ágil, estamos treinados para sintetizar, parafrasear e organizar espacialmente qualquer conteúdo, usando não só palavras, como imagens. Somos convidados para reuniões em nível estratégico, planejamentos de governo, seminários internacionais e treinamentos gerenciais. Para quê? Para ensinar a rabiscar no ambiente de trabalho, oras!


Então, a partir de agora, eu vou parar de tentar te provar o quanto o preconceito como rabisco é infundado e só te atrapalha_ já passamos dessa fase... Quero te contar porquê ficar atento às ferramentas que o pensamento visual traz e como a facilitação gráfica e o registro visual podem ser inovações no seu cotidiano profissional! Vamos juntos?


PS. Leia os próximos textos e acompanhe os destaques do Instagram da Kairós pelo perfil: @artedaconversa, para acompanhar os próximos capítulos desse texto :)